MATERNIDADE

Boudoir – Um resgate de mim mesma

22 de outubro de 2018

Há tempos minha autoestima andava lá embaixo. Nunca fui super ligada em moda, mas, passar anos usando “o que serve” ao invés de “o que eu gosto” é frustrante e desanimador.

Durante a gestação, perdi bastante peso no começo e ganhei um pouco mais no final, mas, ao término dos nove meses, passei apenas 1 kg do meu peso anterior; me sentia ótima, não fiquei inchada, nem com “nariz de batata” como eu havia previsto.

Fiz uma cesárea e amamentei por meses. O puerpério me pegou de jeito e com ele ganhei uma lente de aumento, para tudo o que eu não gostava de ver em mim; a psoríase também piorou e tomou conta de mim.

Nesse período conturbado, que durou os mesmos nove meses da gestação, minha autoestima desceu a ladeira até chegar aos meus pés.

Mas tudo, absolutamente tudo tem seu tempo! Quando o universo está determinado a cruzar seu caminho com o de outra pessoa: VAI ACONTECER!

Em abril deste ano, a Mara organizou uma campanha de fotos para o dia das mães com uma fotógrafa que eu já admirava por ver as fotos que ela havia feito de mães que eu conhecia. Seu nome: Camila Belleza (a BELEZA, certamente, já estava lá!) e ela não anda sozinha, com ela vem também o lado A, Thiago Areia, que juntos formam a empresa Areia Belleza.

No dia da sessão, assim que ela me viu, disse: acho que te conheço de algum lugar! Ainda não descobrimos de onde, mas, agora nem precisamos. Desde esse dia, acho que eu já disse uns 10 “Eu te amo” pra ela, de coração mesmo; alguns até com lágrimas nos olhos.

Dona Maria, como ela carinhosamente me chama, recebeu com receio uma proposta: vamos fazer um ensaio Boudoir? Pensei: senhor!!! Eu estou um regaço! Vai ser uma tragédia! Ela vai ter tanto trabalho que vai precisar me cobrar o dobro do valor; tem olheiras, celulites, lesões de psoríase, tudo em grande quantidade; é coisa demais pra esconder, pra disfarçar!

Mesmo assim, aceitei!

Algo que eu determinei para mim, principalmente, agora que tenho alguém que me terá como exemplo, é: se estou com medo, vou com medo mesmo!

E fui. Era junho e faltava uma semana para o dia dos namorados. Resolvi fazer o ensaio para presentear meu marido. Mal sabia eu que o presente era pra mim mesma.

A Camila me enviou imagens de referência para o cabelo, a maquiagem e a lingerie que eu deveria usar no dia do ensaio. Por coincidência ou não, naquela semana, eu estava atravessando uma tempestade: meu seio estava muito machucado, eu estava com dores no corpo, tentando fazer com que o Pedro aceitasse a fórmula, pois meus seios não aguentariam muito tempo, mas, fui mesmo assim.

Cheguei ao estúdio com 1,63m, 73kg, em um vestido preto largo que escondia muito mais do que as imperfeições do pós parto, escondia algumas tristezas também.

Começamos o ensaio, eu ainda tímida e preocupada com o que conseguiríamos fazer. Alguns cliques depois, a Camila me mostrou uma foto e era INACREDITÁVEL o que eu estava vendo. Foi o suficiente para me fazer confiar por completo, acreditar que qualquer coisa que eu visse a partir dali, vindo dela, seria maravilhoso. Foi delicioso ser fotografada por ela, foi tão leve então divertido, que a cada vez que eu corto ou mudo a cor do cabelo, tenho vontade de fazer um novo ensaio.

Saí de lá, com 2m de altura, um corpão escultural e muito, muito mais amor, por mim mesma!

Aos poucos, Camila foi me enviando algumas fotos E eu não acreditava que aquela pessoa era mesmo eu, até que ela enviou um vídeo, no dia 12 de junho, que eu mostrei para o marido durante o jantar de dia dos namorados (em casa claro, porque havia um bebê dormindo kkkkkkk). Fiquei apaixonada por mim, algo se transformou naquele exato momento. Passei a me olhar de forma diferente.

Camila fez muito mais do que me fotografar, ela me mostrou beleza onde eu jamais havia enxergado. Era o mesmo corpo, com as mesmas olheiras, com as mesmas lesões de psoríase. Não foi a maquiagem que escondeu essas partes (que até então eu enxergava como imperfeições) foi um olhar amoroso de quem trabalha com o coração, de quem olha para a outra com delicadeza, sem julgamento, sem reprovação.

Camila “Lindeza”, como eu a chamo: “Eu te amo”! Obrigada por me apresentar a mim mesma! Obrigada por existir, por cruzar meu caminho! Obrigada por fotografar! Obrigada por amar o que você faz.

Hoje a autoestima está no topo e manda beijos e um conselho: ame-se, independente do seu tamanho, do seu peso, das suas imperfeições!

 

 

Dani Prado, 34 anos

Além de legal, linda e deliciosa! Hehehehe

E mãe do Pedro

 

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1 Comment

  • Reply
    Fernanda
    22 de outubro de 2018 at 20:32

    Amei! Você, de coração tão bom a ponto de oferecer-lhe ajuda sem nunca ter me visto, tem que se achar MESMO! Lindona, Dani!

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