MATERNIDADE

Experiência no Shopping

2 de novembro de 2018

Hoje é sexta-feira e esse é o dia da semana em que a diarista vem em casa. Ela é minha salvação, visto que eu passo meus dias, livrando meu filho da morte (sim, porque ele gosta de viver perigosamente) e não consigo fazer o serviço de casa. No entanto, para ela entrar, eu preciso sair! Primeiro porque o Pedro fica agitadíssimo com a presença dela. Ela é muito carinhosa com ele, brinca, ri, canta e ele adora. Segundo porque porque ele quer pegar o rodo, a vassoura e o aspirador de pó e terceiro porque  ele não a deixa trabalhar: quer ir atrás dela, seja para “ajudar” ou para que ela brinque com ele. Então, entre ficar em casa, trancada em um cômodo, prefiro fazer coisas na rua.

Sempre tive alguma coisa pra fazer que deu certo de ser na sexta-feira. Mas hoje… eu não tinha nada!

Aí fiquei igual uma barata tonta e até quase a hora de sair não tinha decidido ainda o que fazer. Me lembrei que precisava dar vacina no Pedro na clínica que fica dentro do Shopping Iguatemi, em Ribeirão Preto.

Sempre que saio com o Pedro e fico bastante tempo fora, levo uma ou duas frutas, biscoitos, mamadeira e marmita de comida congelada.

A primeira vez que não fiz isso foi em um aniversário infantil. Pedro tinha pouco tempo de desmame e eu com a mente ainda não processando que não era só abaixar ou levantar a blusa, imaginei que por ser aniversário de 1 ano teria algo no cardápio que fosse destinado aos bebês. Não tinha! Não levei nada! Ou melhor, levei apenas biscoito de arroz e água. Comentei sobre isso com uma amiga que também lá estava e que, por sorte (não! Por precaução e organização dela), tinha levado fruta picada. Dei a ele e, como diz a Fabi, vivemos felizes para sempre.

Aí hoje, decidido onde iríamos, comecei a arrumar as coisas pra levar. Ao olhar no freezer, eis que, não havia uma refeição completa, tinha só couve-flor e abobrinha. “Hummmm, melhor comprar lá”, pensei.  Perguntei para as meninas do grupo sobre uma lojinha de comida para bebês que tinha lá, mas, elas me informaram que o stand havia saído do shopping. Pensei: “Vou em um restaurante comum: frango grelhado e legumes tem em todo lugar!”

Mas, não foi tão simples… Primeiro, na praça de alimentação há apenas dois restaurantes self-service com comida brasileira. Nos dois restaurantes, há bandejas para colocar o prato, bebida, etc, mas em nenhum dos dois existe um apoio para essa bandeja em frente à comida e eu estava com o Pedro no colo, porque ele não queria ficar no carrinho. Se eu colocasse ele no chão,  corria risco dele sair correndo… xinguei e buffet de raiva, o que tocou o coração de uma moça na minha frente, que me disse para escolher o que queria, que ela poria no prato pra mim. Obrigada moça, nem perguntei seu nome (falha minha).

Feito isso fui ao caixa. Um cliente e a atendente batiam papo sem ao menos perceber minha presença. Eu que normalmente sou super paciente, já estava com uma porção do Zé Pequeno (do filme Cidade de Deus) no corpo, falei, com um tom de voz mais alto do que o usual: “Você pode cobrar o meu, por favor? Porque  o bebê está pesado!”

A atendente sem querer finalizar o bate papo, me respondeu: “Pode ir, depois você paga junto”. Eu disse: “De jeito nenhum, não vou voltar pra comer nesse lugar!” Ela pesou, eu paguei e escolhi uma mesa láaaaaa no fundão.

Peguei xuxu cozido que estava duro; brócolis cozido que nem eu conseguia morder, SENHOR!!! O frango grelhado, seeeeecooooo que affff! O almoço mais pareceu uma tortura, pra mim e pra ele!

Não chorei, para que a tragédia não ficasse maior mas, vontade não faltou.

Conclusão: eu não posso jamais sair despreparada. A maioria dos locais não estão preparados para receber os bebês e nem mesmo  mães com bebês. Pode parecer difícil sair toda carregada, mas é muito mais difícil encontrar algo na rua que seja ideal para oferecer ao seu bebê.

 

*texto escrito após um dia caótico…

 

Dani Prado, 34 anos, mãe quase sempre precavida do Pedro

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