BEBÊ INTRODUÇĀO ALIMENTAR MAMÃES REAIS MATERNIDADE

A pior introdução alimentar do mundo

17 de agosto de 2018

A introdução alimentar foi algo bem complicado pra mim e é, honestamente, a coisa mais difícil na maternidade, pelo menos para mim.

O bebê anteriormente conhecido como “de leitinho” começa a comer e eu fui imediatamente levada a ver aqueles vídeos infernalmente provocativos de mães que postam seus bebês comendo 1 kg de comida por refeição. Isso colocou minhas expectativas num nível que atrapalhou tudo e a IA se tornou a pior coisa do mundo pra mim.

Antes de falar da comida que entra, quero falar da comida que sai.

A primeira coisa que senti falta, imediatamente, na introdução alimentar, foi do cheiro do cocô quando ele se alimentava só de leite.

Pode parecer mega estranho sentir saudades do cheiro de um cocô de leite, não é mesmo? Mas isso é porque você nunca sentiu o cheiro de um coco de banana, brócolis e batata baroa.

Além disso, dá um vaziozinho bem egoísta ver ele passar a se alimentar de outras coisas que não “de mim”!

Mas, também dá uma super satisfação ser testemunha ocular da entrada de alguém em um mundo tão bonito e cheio de sentidos, cores, sabores e possibilidades; a começar por uma simples pêra ou maçã.

Apesar de ser algo pequeno, comparado com a grandeza do Universo, da via láctea, vocês conseguem imaginar como é ver alguém comer alguma coisa, qualquer coisa, pela primeira vez depois de ter passado seis meses tomando e se alimentando apenas de leite?

Ele também tomou bastante soro fisiológico, bebeu água de sabão da banheira, bebeu água (pois eu dava uns golinhos pra ele experimentar}, afinal, a cidade onde eu moro é uma filial das cidades mais quentes do mundo. É essa cidade aí que você pensou mesmo. Então , eu dei água pra ele sim. E não, não interferiu na amamentação nem no peso dele. Um muito obrigada à todos que se preocuparam com isso (ironia migos)

Está é a parte bonita da introdução alimentar, a parte em que contemplamos um ser humano experimentar e descobrir algo pela primeira vez.

Mas, a parte complicada, que me fez chorar, me fez ficar com roupas manchadas, que me tirou da rotina tão fácil e prevista da amamentação (peito pra fora, boca de neném plugada no seio e barriga cheia) e me fez acreditar que eu era uma péssima pessoa, uma péssima mãe e uma verdadeira incapaz… mas esta história é para outroooo relato.

Mara Sartori Badin, mãe do Samuel. Está vivendo umas das melhores experiências do mundo: a maternidade.

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