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A porta estará aberta

3 de setembro de 2018

Semana passada o Pedro descobriu meu armário de panelas e foi tipo Nárnia pra ele. Desde então, todos os dias, enquanto preparo o café ou o almoço, lá está ele pegando as panelas e batendo no chão. Ontem, estávamos cansados e era bem cedo; falávamos sobre o quão contente o vizinho de baixo estaria (kkkkkk só que não) e estávamos tentando decidir sobre qual trava colocar, quando me veio à cabeça o ditado: “a porta mais bem fechada, é aquela que permanece aberta!”
Me desliguei das panelas e do barulho e comecei a pensar sobre o tipo de relação quero construir com meu filho. O ditado diz exatamente o que eu desejo!
Convivo com filhos que ligam para sua mãe por obrigação, mesmo quando não têm o que falar ou não querem falar nada; com filhos, que gostariam de ser independentes, ter sua própria casa, mas a mãe ameaça tirar a própria vida caso isso aconteça… Não é esse tipo de relação que quero, não é esse tipo de filho que quero criar, não quero um filho que escolha fazer algo somente para me agradar, quero um filho que me ame, me respeite, seja independente e responsável por seus atos e que seja “homem” para bancar seus erros e seus acertos.
Já estou me moldando, estou trabalhando em uma ‘Daniela’ menos juíza, menos preconceituosa, mais aberta a novas opiniões e visões.
Se eu não gosto de tatuagem (eu, Daniela, no caso, amo) não significa que meu filho não possa gostar, não quero que ele deixe de fazer algo que gosta só porque eu não compartilho de seu gosto. (Observação importante: não estou falando de crimes, ok? De dirigir bêbado, ser idiota com os outros… estou falando de coisas que não agridam o bem estar do outro e nem do ambiente). Quero que meu filho tenha ideias diferentes das minhas, e que saiba dizer ‘não’ quando tiver vontade (algo que eu não sei muito bem). Quero que ele discorde de mim, sem medo de ser menos amado.
Enfim, quero que ele seja o que todos nascemos pra ser: ÚNICO!
E que eu saiba respeitar sua unidade e amá-lo incondicionalmente.
Quero que quando suas asas crescerem, ele alce vôos altos e volte sempre… sempre que desejar, pois saberá que a porta permanecerá aberta.

Dani Prado, 34 anos, mãe do Pedro de 1 ano, construindo a relação mais importante da minha vida.

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