AMAMENTAÇĀO BEBÊ DOR GESTAÇĀO MATERNIDADE

Amamentação na gestação

5 de agosto de 2018

Para escrever esse texto, primeiro fui buscar uma foto para representá-lo, e encontrei essa aí de cima. Ela foi tirada um mês antes da chegada da Elis, ou seja, estava com 8 meses de gestação.

Quando engravidei, fiquei na dúvida do que fazer, pois Ale tinha acabado de completar 1 ano e eu gostaria de amamentá-lo até  os 2 anos, já que ele gostava de mamar e eu tinha leite.

Como disse no post em que falo da amamentação dele, senti bastante desconforto devido ao fato de a pega dele ser errada e, quando estava ficando bom (leia ‘sem dor’), engravidei novamente. Meu marido e eu queríamos filhos próximos para que crescessem juntos e, para essa fase inicial de perrengues, saltos e picos passarem e vivermos uma calmaria em torno de 4 anos (acho que viajamos nesse pensamento, mas voltemos para o assunto de amamentação… rs).

Falei com a pediatra dele e com minha ginecologista obstetra (GO) sobre a gravidez e ambas afirmaram que se estivesse tudo bem para mim, eu poderia continuar amamentando tranquilamente.

Mas logo vieram os bons e velhos colegas das gestantes: os palpiteiros. E o que eu mais ouvia era “Mas grávida pode amamentar?????”

Seguido de alguma das frases: “tem risco de perder o bebê” ou “o bebê não vai se desenvolver porque o mais velho mama todas as vitaminas” ou “não vai sobrar colostro quando o bebê nascer”.

Para tirar a dúvida, conversei com a GO sobre a possibilidade de aborto nesses casos e ela explicou que se a gravidez fosse saudável, tudo bem continuar. O perigo está em gravidez de risco, pois, ao amamentar nosso corpo libera ocitocina, um dos hormônios que ajuda a desencadear o trabalho de parto e, no caso de gravidez de risco, poderia ser perigoso ocasionar um parto prematuro.

Só para conhecimento, a ocitocina também é liberada quando fazemos coisas prazerosas como contato físico (sexo, massagem, abraços ou beijos) ou praticamos boas ações.

Resolvi continuar, pois estava tudo indo bem conosco: Ale feliz, eu com gravidez saudável e Elis crescendo conforme o esperado. Sim! O bebê era uma menina e meu sonho de ter um casal se realizaria.

Foi então que os seios começaram a ficar sensíveis… não me lembro muito bem quando, mas, lembro que não foi a gestação inteira; foi por um tempo curto e era um desconforto aceitável.

Por volta do sexto mês, percebi que havia muito pouco leite, mas, meu filho insistia em mamar, contrariando as expectativas de artigos que li que diziam que a maioria das crianças largam o peito quando a mãe engravida. Tamanho era o amor do Ale pelo peito que nem ligou. O danado usava todo o poder de sucção dele e tirava algum proveito.

Além do leite diminuir, ele ficou aparentemente ralo, meio transparente e melado, no entanto, Ale ficou firme e forte e seguia com suas mamadas. Eram três por dia: uma na hora que acordava, uma na hora da soneca e outra na hora de dormir.

Nesse período, pensei em desmamar, mas aí vieram outras questões para resolver, porque não basta ser mãe, tem que decidir o que fazer diante das situações que nos aparecem.

Não tínhamos condições de ter babá e eu também não gostava da ideia. Eu não tinha quem pudesse me ajudar todos os dias e em pouco tempo teria uma recém nascida para cuidar e um bebê de menos de 2 anos.

A decisão foi difícil, pois, queria que ele fosse para a escola com dois anos completos. Depois de muita conversa com meu marido, decidimos colocá-lo na escola. Foi então que meu coração amoleceu, pensando em tantas mudanças para ele: chegada da irmã, escola, desmame. Optei por aliviar um pouco o lado dele e seguir com a amamentação.

Além do mais, acredito que a amamentação ajuda na imunidade e é unânime escutar que quando a criança vai para a escola, ela fica doente. Isso também pesou demais.

Quando ele foi para a escola, estaria mentindo se dissesse que ele não ficou doente. Porém, o que apareceu foi bem suave: conjuntivite na primeira semana e nariz escorrendo nas quatro seguintes, sendo assim, não precisou deixar de ir.

E assim seguimos.

Elis nasceu e ele continuou mamando, e assim continuamos até hoje.

 

Tatiana Moreno

37 anos, mãe em tempo integral, do Ale (2 anos) e da Elis (11 meses), que mal sabia o que estava por vir na questão amamentação.

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