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Aniversário de 1 ano do Samuel

17 de setembro de 2018

Fizemos a festinha de 1 aninho do Samuel

Foi uma Wildland party ou Wood party misturada com Festa do Índio e com um monte de referências misturadas.

A intenção era fazer um “encontrinho” e não uma festona.

Aliás, eu particularmente acho estranho fazer festona por três motivos principais:

  1. não combina com a gente e nem com o nosso estilo de vida. Somos simples, pé no chão e valorizamos os encontros e não as ostentações.
  2. nosso país é tão cheio de sérias dificuldades e com grandes e sérias diferenças sociais que eu fico triste mesmo quando vejo estas festonas com comilança e decorações que custam o salário de um ano inteiro de muitos brasileiros.
  3. o nosso bolso mesmo. Desde que viemos morar em RP, nossos gastos são monitorados, economizamos, e realizamos o nosso próprio “pegue-e-faça-você-mesmo”.

Desta forma, vivemos uma vida com mais qualidade. Optamos por deixar de “viver pra trabalhar” e decidimos ter qualidade de vida, tempo em família e saúde. Nosso tempo em SP nos mostrou que vivíamos pra trabalhar, saúde sempre era deixada de lado, morávamos no carro devido ao trânsito e quando íamos fazer algum programa de final de semana, encontrávamos tudo lotado de gente e caro. Voltávamos pra casa com a falsa sensação de que tínhamos aproveitado bem o nosso tempo.

Bom, dito tudo isso e deixando claro que não temos nada contra quem faz festança, pois afinal, nosso pensamento também é: ‘cada um faz o que quer da vida, e que sejamos todos felizes e fim’, vou explicar como foi feita a festinha do Samuel.

Fizemos 3 cabaninhas de índio. E nisso o Moyses (meu marido) e meu irmão me ajudaram. Os bambus são de uma chácara de um amigo aqui em RP. Eles foram cortados em pedaços de 1,65 m. Meu irmão cortou e lixou as pontas e lavou os bambus que estavam sujos de terra.

A decoração foi feita com papel que eu tinha em casa, passado no barbante.

O filtro dos sonhos eu também fiz com o aro de um bastidor que já era meu. Os tecidos verdes do filtro são de uma malha que minha mãe tinha de retalhos e o tecido amarelo que cobre a cabana é de uma manta que usamos no sofá de casa.

O bichinho são dos inúmeros Mamíferos da Parmalat que eu tenho guardados. 

O tecido que forrava o chão foi dado pela minha mãe e voilà: tínhamos nossa cabaninha de índio, que por aí é vendida por até 200 reais! E o melhor: feita com materiais que já tínhamos à mão.

Bolo e docinhos deliciosos da A Predileta Doceria. Tudo simples, nada de bolo de 6 andares.

As almofadas e mantinhas foram espalhadas no chão para todo mundo ficar bem à vontade. Samuel adorou comer pastel de palmito que encomendamos da Sabor a kilo, aqui de Ribeirão Preto.

Todos vegetarianos, sequinhos. Amamos os salgados de lá.

O aniversariante já está acostumado com as lentes dos fotógrafos Tiago Areia e Camila Belleza, e eles são meus fotógrafos preferidos, pois eu não curto poses, e gosto de um olhar voltado para a espontaneidade e nisso eles são 10!

A sequência de bandeirinhas quem fez foi a tia Laura Desideri. Ela também fez a decoração do fundo da mesa, fez as flechinhas dos marshmallows.

Minha mãe poderosa me ajudou muito no dia da festinha: ficou com o Samuel umaS 2 horas fora de casa pra eu poder fazer minha unha, tomar um banho decente, passar um fio dental nos dentes, fazer xixi e cocô em paz . Foi ela também quem fez a roupinha do Samuel de “índio americano”.

Como faz falta ter ela perto de mim! Samuel ama o colo dela, passeia e brinca muito quando está pertinho.

Nós levamos pra festinha dele alguns brinquedinhos, e deixamos disponíveis pros amigos do Samuel. Eu noto sempre que visito minhas amigas mães que os bebês amam os brinquedos dos amigos. Levamos e deu super certo. Vi muitos amiguinhos brincando enquanto as mamães conversavam. Conversavam sobre o que? Sobre a vida de mãe né ? Só falamos sobre isso!

Algumas pessoas falam que festa de um ano é bobagem, que a criança não aproveita e que dorme a festa toda. Pode ser que isso seja verdade. Mas, pode ser também que essa pessoa nunca participou de uma festa de um ano de criança alguma e está lá falando pois não tem nada melhor pra dizer.

A real, pelo menos pra mim, é que a festinha de um ano é da mamãe. Foram tantos desafios enfrentados, tantas oportunidades de ser uma mulher melhor, tantas oportunidades de ser mais calma, e paciente, de se segurar pra não entrar em brigas que a gente compra pela nossas crias.

Todos os anos anteriores foram anos que eu sempre falava “nossa passou voando, nem senti”. Este ano não! foi bem diferente : eu senti ele passar, cada dia, cada conquista, cada noite, cada papinha não comida, cada fralda trocada, cada remédio, cada chameguinho, cada vez que ensinei a fazer algo pro desenvolvimento dele, cada soneca, tudo isso eu senti e foi um ano completo e preenchido. Foi um ano que valeu a pena ser vivido. E por isso mereceu comemoração: um ano que eu passei e vivi cada minuto! Nos outros anos, antes de ser mãe, eu apenas era levada com a maré dos acontecimentos.

 

 

E isso merece ser comemorado, né?

Samuel curtiu muito também.

Se você está com um bebê prestes a fazer um aninho, comemore!

É o ano de seu renascimento como mãe!

 

 

 

Mara Sartori, mãe do Samuel.

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