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Avós

29 de agosto de 2018

Hoje vou falar sobre um tema suave em algumas famílias e tenso em outras, vou falar sobre as avós e os avôs que, dificilmente passam despercebidos quando o assunto é nossos filhos!
Antes de eu ter meus filhos eu sempre achei as figuras dos avôs muito bacana e legal, afinal, eles são aqueles que sempre fizeram muito mais do que nossos pais quando o assunto é diversão e comida!
Minhas lembranças da infância com meus avôs são deliciosas!
Da vó Albertina lembro do mingau de chocolate, de roubar macarrão cru do armário e do bolinho de carne que sempre será o melhor do mundo!
Da vó Jorgete lembro que ela me chamava de batatinha, porque sempre que ia lá, pedia batata frita e ela fazia, daquelas que grudam umas nas outras e são as que mais gosto até hoje!
Do vô Alexandre, lembro dos queijinhos que ele cortava em quadradinhos e eu enfiava um amendoim no meio do queijo e, também, do pinhão, que ele descascava e eu comia com vontade, com bastante sal.
Sim, sou taurina e amo comer!
E das reuniões de família na casa deles? Colocava-se uma mesa no quintal e, no final, era água e sabão no chão e a criançada correndo e se jogando para deslizar, fazendo o papel de esfregão.
E então me tornei mãe, estudei o que seria melhor para meus filhos e o que daquilo tudo me fazia sentido…
E tentei aplicar. Aí vem um avô ou uma avó desses de filme romântico, porque tenho que reconhecer, meus filhos são sortudos, os “velhinhos” são daqueles que sentam no chão, entram no mundo da criança, fazem aventuras e comidinhas, brincam com água e, muitas vezes, me vejo incomodada, porque penso: tem muito glúten, tem açúcar, vai pegar friagem, e por aí vai…
Um dia, conversando com a minha sogra ela falou assim: “Ai Tati, um dia você vai entender que avó é diferente de pai e mãe.”
E o tempo foi passando e as vontades dos meus filhos acabavam sendo supridas de bate quando se tratava dos avós. Pronto! Confesso que isso me irrita um pouco, principalmente quando o assunto é algo que julgo importante para criação do meu filho.
Então, comecei a pensar num meio de conviver melhor com isso, porque é fato: avós não sabem dizer não para os netos; pelo menos não por aqui.
E me caiu uma ficha que me fez pensar que os avós fazem, na verdade, o que eles não fizeram com filhos deles eles e fazem com os meus…
Por exemplo, hoje, no meu papel de mãe, tenho que educar, proporcionar uma vida e hábitos saudáveis e passar bons princípios.
Para isso, muitas vezes, é preciso ser a que cobra guardar brinquedos, estipular uma rotina com horários porque isso influenciará no bem estar deles (e no nosso), cuidar da alimentação evitando açúcar e gordura, evitar que fiquem na TV ou eletrônicos o dia todo, entre outras coisas.
E aí parece que sempre os outros são legais com meus filhos e eu sou a chata.
É isso estava me consumindo (tem horas que ainda consome).
Então, esses dias e aí esses dias caiu uma ficha e pensei que talvez serei assim com os meus netos (me esforçarei para ser num limite aceitável).
Talvez eu vou querer ser muito legal porque com os meus filhos eu sou chata, não porque eu gosto de ser chata, mas porque eu acho que eles precisam saber os limites, eles precisam aprender a comer de forma saudável e a comer de tudo, não ficar tanto na TV, aprender a brincar com um toquinho de madeira ou com uma folhinha que cai, serem criativos.
E foi essa ficha que caiu. Na verdade, os avós são os pais que eles não foram, não conseguiram ou não puderam ser para os filhos deles e são os legais com os netos.
A preocupação em educar, bem ou mal, é uma responsabilidade minha, como mãe e do meu marido como pai, e é isso que eu queria compartilhar com vocês. Às vezes, a gente tem que respirar fundo e por mais que algumas atitudes irritem a gente, eles estão no papel deles.
E outra, nossos pais e sogros já estão com uma idade mais avançada que a nossa e, talvez, só queiram aproveitar os momentos porque eles não sabem por quanto tempo mais eles estarão aqui e vão poder desfrutar dessa questão de estar com as crianças porque passa tão rápido…
Esse ano meu filho vai fazer 3 anos já e parece que foi ontem que ele nasceu.
Sem contar que nossas lembranças com os avós, em sua maioria, são tão doces que sempre vem junto de um sorriso.

Tatiana Moreno

Mãe em tempo integral do Alexandre e da Elis, apaixonada por aprender coisas novas!

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