APLV BEBÊ BLW INTRODUÇĀO ALIMENTAR MAMÃES REAIS MATERNIDADE

Como foi a nossa IA (Introdução alimentar) – A saga (parte I)

11 de julho de 2018

Bem, se alguém me perguntasse qual é a parte mais difícil de ser mãe, eu não tenho dúvidas em responder: alimentar uma criança que não quer comer!

Pra quem me acompanha sabe que essa saga começou na barriga. Malu foi considerada bebê PIG (pequeno para a idade gestacional), ou seja, crescia pouco, alimentava-se pouco… tanto que nasceu antes!

Mas eu sempre ouvi dos médicos: bebê que não cresce na barriga, cresce fora dela e me apeguei a isso!

Pois bem, tivemos o primeiro problema que foi não conseguir amamentar, mas, isso para mim não foi um problema, tirei de letra, porém, a saga começou com o leite até descobrirmos uma criança APLV (alérgica à proteína do leite de vaca)  que após tomar 5 ou 6 leites diferentes chegou naquele que comentei no texto (Como descobri que minha bebê tinha APLV) sobre como descobri isso, mas, também este foi o menor dos problemas.

Malu aceitou bem o leite até os seis meses de vida, mamando exclusivamente Pregomin, um leite que considero ruim para o nosso paladar, mas que foi relativamente bem aceito. Claro que nunca mamou aquelas mamadeiras enormes e até “secar como sonha toda mãe, mas sempre engordou dentro do previsto e sempre cresceu. Fora que considero esse leite excelente, pois ela nunca precisou repor ferro e/ou outras vitaminas.

Pois bem, chegamos ao 6/7 mês e à introdução das frutas. Iniciamos com a papa de frutas por mais ou menos um mês para depois iniciarmos as salgadas.

Eu considero que fiz algumas coisas erradas, de acordo com as novas recomendações médicas (OMS) que indicam tentar BLW (baby led weaning – introdução alimentar guiada pelo bebê na ingestão de sólidos) ou pelo menos dar os alimentos mais naturais possíveis!

Nós iniciamos no método em que eu fui alimentada ainda mais sendo ajudada por minha mãe (que hoje tem 65 anos e eu já tenho 38) Frutas bem amassadas ou raspadas, praticamente uma papa mesmo. Malu comia o normal, acredito eu. Aceitou bem praticamente todas as frutas a que foi apresentada e, é claro que teve preferência por algumas, mas comia todas.

Passamos o mês e iniciamos as papas salgadas. Fui introduzindo os grupos misturados, ou seja, um tubérculo, um legume e um cereal, porém, processados. Tempos depois inseri a carne, mas, tudo muito batido, nada amassado. Ela comia normal, comia as frutinhas ainda do mesmo jeito e, como diz minha irmã, segue o baile.

Tentei por algumas vezes deixar mais grossa ou com mais pedaços, mas EU, acreditava que ele comia muito menos. Hoje penso que isso foi um erro. Não o começo em si, mas, a falta de introdução dos pedaços no meio. É óbvio que a criança vai comer menos ou mais devagar com os pedaços, primeiro porque ela não tem dentes (ou tem bem poucos e mais na frente), mas também porque ela precisa mastigar e nosso cérebro processar toda essa informação.

Porém, seguimos na ilusão de: quando ela quisesse mastigar, mastigaria e não iria querer a papa. além do mais, na papa processada conseguia colocar TUDO (que na minha cabeça) ela precisava comer, ou seja, vários tipos de legumes, grãos e proteína, tudo misturado… Ah, mas, e o sabor?  Na verdade o sabor era ótimo, como um caldo delicioso e nutritivo que podemos fazer pra nós mesmos. E assim seguimos. Ia à pediatra e ela pedia para inserir mais sólidos, quero dizer, menos processado, mais pedaços, porém, a criança crescia bem e estava dentro do peso, mamava normalmente e perto de 1 ano e meio começava a dormir a noite toda.

O que eu pensava? Vamos aguardar, ela mostrará sinais.

A minha filha sempre mamou ao acordar, comeu uma fruta no intervalo do “café da manhã” e o almoço (junto de uma soneca de umas 2 horas), almoçava e comia uma fruta digestiva ou 50 mL no máximo de suco de laranja lima (que sempre dei espremido na mão – e um adendo, faria de novo a parte do suco, pois com 3 anos e 9 meses ela adora suco natural e nunca tomou ou quis provar nenhum refrigerante), passadas umas 2 horas e lá ia outra mamadeira (outra soneca de umas 2 horas), jantava e outra fruta e uma mamadeira antes de dormir. Acordava na noite mais uma vez apenas para mamar.

O que eu achava de tudo isso? Ótimo, saudável e dentro do esperado. Até que um dia a chave virou. No dia do aniversário de 2 anos dela (exatamente no dia), Malu seguiu o protocolo até a hora do jantar e, no dia seguinte não queria comer mais NADA, entendam bem: NADA!!!

O que eu fiz? Ou fazia? Chorava, me descabelava e fazia mil coisas… mas, te conto mais no próximo texto: a saga (parte II).

Fernanda Paganini, formada em Química e Pedagogia, é a mãe da Maria Luiza (Malu) de 3 anos e 9 meses. Divide seu tempo entre as aulas no ensino médio e os cuidados com a filha.

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