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Dia das Mães

15 de junho de 2018

Sobre o Dia das Mães, que também serve para Dia dos Pais, Crianças, Namorados, Natal e afins

Sempre achei lindo ver as crianças desenvoltas, se apresentando, entregando lembrancinhas feitas por elas, tirando lágrimas de orgulho dos pais, avós e tios e pensava em como seria emocionante ver meus filhos na escolinha nessas datas.

Até que eu tive filhos e o mais velho foi para a escola…

Essa semana tivemos uma reunião na escola do meu filho e, entre os assuntos tratados, estava o Dia das Mães.

As professoras explicaram que há algum tempo estavam desconfortáveis com a forma de como a data vem sendo celebrada e explicaram o motivo.

Hoje temos novas configurações de família (duas mães, dois pais, madrasta que é, muitas vezes, mais presente que mãe) e também mães que abandonam os filhos, ou ainda, filhos que perderam a mãe, entre tantas outras combinações possíveis.

E, devido a essa diversidade, notaram que algumas crianças se sentiam desconfortáveis ao serem “obrigadas” a fazerem uma lembrança para a mãe ou para a pessoa que a representasse.

Uma professora contou ainda um caso vivenciado com um amigo do filho dela que havia perdido a mãe e foi “obrigado” a fazer a tal lembrancinha. Fez a lembrança e, quando acabou, amassou com muita raiva, dizendo que a mãe dele não estava mais lá. E que, naquele ano, não queria ir à escola na semana do Dia das Mães para não passar por aquilo novamente.

Vendo por esse ângulo, realmente pode ser cruel para uma criança passar por isso.

Desta maneira, a escola optou por comemorar o dia da família, onde, próximo a essas datas, será feito um piquenique num parque, onde cada família leva um alimento, que é compartilhado entre todos os alunos, pais e professores.

Achei a ideia sensacional, uma vez que valoriza aquilo que temos de melhor a oferecer e nos deixa as melhores recordações: o estar junto, o estar presente!

E se formos pensar friamente, o fato de se fazer lembranças é mais uma necessidade de suprir o nosso adulto do que uma vontade nata dos pequenos. Pois eles, quando bem pequenos, como é o caso do meu, adora me dar pedras, galhos e outras iguarias que encontra no chão.

Escrevi esse texto para compartilhar uma vivência que tive, que achei bastante interessante e que vale a pena a reflexão.

Desejo a todas as mães muitos momentos simples e mágicos com seus filhos!

 

Tatiana Moreno

37 anos, mãe em tempo integral, do Ale (2 anos) e da Elis (8 meses), apaixonada por aprender coisas novas!

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