BEBÊ CRIAÇÃO FAMÍLIA MATERNIDADE

Eu não deixei com que meu filho, se apegasse a objetos

2 de janeiro de 2019

Normalmente, as crianças têm cobertorzinhos, paninhos e bichinhos de pelúcia. Algumas revistas falam que isso é importante para que os bebês possam se distanciar dos pais e outros até recomendam para que possam dormir no berço sozinhos.

Eu sempre achei essa substituição bem “pobre”, emocionalmente falando. Sempre me pareceu esquisito treinar a criança pra ficar com objetos ao invés de criar vínculos com pessoas.

Pode parecer paranóia da minha parte, mas fico inclusive pensando que ele poderia crescer se apegando a objetos materiais para sanar a necessidade de pessoas. Podem me chamar de doida hahahaah.

Preencher com carros, relógios, tênis e etc a falta que uma figura materna que tenha negado colo, ou de um pai que nega presença e que tenha dado um paninho pra ele ficar quietinho enquanto estivéssemos fazendo outras coisas.

Meu filho esteve sempre bem ligado a mim e ao pai, e nunca teve apego a paninhos, cobertor e nem sequer pegou chupetas.

Penso que bebês que ficaram apropriadamente no colo e recebem carinho em abundância percebem a importância e a necessidade de relacionarmos pessoais de qualidade.

Creio que o amor dos pais oferecerá ao meu filho adulto uma pessoa capaz de formar ligações afetivas saudáveis e que desenvolva ligações profundas com seu parceiro amoroso.

Nunca quis deixá-lo no carrinho ou sozinho no berço ou no chiqueirinho (item que jamais tivemos por aqui) com o medo dele desenvolver relacionamento superficial conosco.

Samuel é meu filho único e quis dar o máximo de atenção pra ele enquanto ele era de colo.

Hoje, vive no chão. Seguro, não tem medo de nada. Quando o “bicho pega”, ele corre pra quem? Pra mamãe e pro papai!

 

Mara, mãe do Samuel .

 

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