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Exemplo

14 de setembro de 2018

Unir-se à outra pessoa e dividir uma casa (e/ou uma vida) não é tarefa fácil por mais que gostemos das mesmas músicas, dos mesmos filmes e livros; viver junto vai muito além de dividir gostos e hobbies.

São duas pessoas únicas, educadas por pessoas diferentes, em situações diferentes, que se casam (ou não) e resolvem ter um filho. Nove meses de planos e expectativas até que, de repente, não mais que de repente, surge uma terceira pessoa nessa relação. Uma pessoa absolutamente estranha que chega e ocupa a casa toda, o tempo todo, o coração, os pensamentos.

Diante da nova situação, as duas pessoas que já eram diferentes e que carregam consigo as diferenças trazidas de suas famílias, precisam se unir para amar, educar e transmitir valores para esse bebê.

Eu imaginava que seria fácil… afinal de contas, tanto eu quanto meu marido somos pessoas de boa índole, com valores e ideias parecidas mas, não é bem assim…

Um conceito unânime entre os profissionais de diversas áreas que discutem a infância é de que as crianças aprendem primordialmente pelo exemplo e é aí que mora o desafio.

Nós dois somos pessoas com atitudes muito diferentes. Um exemplo é a hora de comer. Eu deixo que o Pedro escolha como quer comer. Começo pegando a comida e levando até a boca e se ele abrir a boca, ótimo! Se quiser pegar o garfo, melhor ainda, se preferir pegar o alimento no prato, com as mãos, tudo bem também. Já para o meu marido não é bem assim. Ele prefere dar na boca do Pedro porque acha que ele ainda é muito pequenininho para “comer sozinho.”

É um desafio diário, e nós, os adultos, os pais, precisamos encontrar um meio-termo entre as ideias e atitudes dos dois para que a criança não fique confusa e aprenda o melhor de cada um de nós (é claro que ela vai aprender algumas coisas não muito boas também). Eu tenho enxergado essa fase como uma oportunidade de me melhorar em vários aspectos por querer que meu filho seja melhor que eu e por saber que ele me copiará, caso me veja repetindo certas atitudes.

Hoje assisti a um vídeo da Flávia Calina. chamado “Nós e o medo” no qual ela fala aobre algo que fez absoluto sentido pra mim: “quando estamos educando/criando uma criança, acabamos fazendo isso primeiro com a gente mesmo, com nossa criança interior”.

Temos um objetivo: criar um criança bacana, um desafio: sermos pessoas bacanas a quem ele possa copiar e uma esperança: a de voltar aqui, daqui a alguns anos, para contar a vocês que deu certo!!!

Dani Prado, 34 anos, mãe (esperançosa) do Pedro.

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