MATERNIDADE

Introdução Alimentar do Pedro

11 de fevereiro de 2019

Enquanto escrevo este texto, Pedro está prestes a completar 15 meses e já vou te adiantar, com a ingestão de alimentos sólidos estabelecida, ou seja, deu tudo certo!!!

De todas as fases que aconteceriam no primeiro ano de vida do Pedro, a Introdução Alimentar, era a que mais me causava expectativa. Eu amo cozinhar e comer, mas amo mais ainda servir o que eu cozinho. Sempre vi o ato de cozinhar para o outro, como uma forma de carinho.

Fiz amamentação exclusiva até os 6 meses e o Pedro sempre foi guloso, mamava bastante engordava super bem. Por volta dos quatro meses, quando começou a acompanhar coisas com o olhar, sempre que estávamos comendo ele olhava atentamente para o que estávamos fazendo. Quando começou a erguer os braços e apontar as coisas, apontava sempre para o que estávamos colocando na boca e eu pensava: “esse menino é uma promessa da IA.”

Por volta dos 5,5m, sem orientação profissional (porque o pediatra do Pedro naquela época, entrou de férias) introduzi duas frutas: banana e laranja. A banana comecei dando amassada, na vez seguinte, fiz o corte do blw, mas sucesso mesmo foi cortada em pedacinhos. Hoje já prefere inteira, aí ele vai mordendo. A laranja cortei rodelas, tirei todos os caroços e fui segurando pra ele chupar.

Sucesso total!!

Por Deus, consegui uma consulta com a Dra Kelly Infante no dia em que o Pedro completou 6  meses. Ela me passou orientações simples e claras, me pediu para enviar fotos dos pratinhos por WhatsApp e para que retornássemos em um mês. Fui para casa, cheia de expectativa, pronta para preparar o primeiro prato:

Batata doce roxa, abóbora, xuxu e gema de ovo! Coloquei o prato na frente dele, ele mexeu na comida, colocou a mão suja (de comida) na boca, mas da comida mesmo, não quis saber muito. Enviei mensagem para Dra Kelly e ela me falou para tentar dar algo em pedaço maior, para ele segurar enquanto eu oferecia o restante. No lanche da tarde dei um pedaço de manga (corte de blw) e piquei bem pequenininha o restante, que fui dando com a colher. Comeu um pouco mais que a comida, mas não deu nem uma colher de sopa.

Na refeição principal seguinte, tentamos o brócolis (sucesso absoluto entre os bebês), brincou, esfregou na cara, na bandeja, mas não comeu!

Durante o primeiro mês, uma infinidade de tentativas, mudei o prato, os legumes, acrescentei carnes, fiz bolinhos, picadinhos, amassadinhos e em pedaços mas, o máximo que ele comeu foram 5 pontinhas de colher de chá! Meu Deus! Parecia muito pouco pra mim. Nesse ponto, eu havia desanimado de preparar pratos bonitinhos, comida fresquinha (o que foi um alívio). Começava a sentir um leve desespero mas, a Dra. Kelly insistia que ele estava conhecendo as alimentos e que aquilo era normal.

 

Confiando mas nem tanto, me lembrei que a Fer Paganini havia comentado no grupo que a IA da Malu também foi bem difícil (leia aqui o relato dela Parte I, Parte II e Parte III). Chamei-a no WhatsApp e fiz várias perguntas às quais ela prontamente me respondeu. Já falei isso pra ela, mas devo contar que devo a paz de espírito que tive dali pra frente à Fer. Me acalmei e reduzi a zero todas as minhas expectativas. Decidi que seguiria os sinais do Pedro e que não me preocuparia com isso até ele fazer 1 ano, afinal, o leite ainda era o principal alimento.

Continuei oferecendo, praticamente todas as frutas, deixando de fora apenas kiwi e morango (até 1 ano), legumes e verduras cozidos, carnes, peixes, farinhas… se ele gostasse, eu mantinha no cardápio, se não gostasse, eu só ia oferecer algumas semanas depois. Às vezes ele comia na segunda tentativa, às vezes não.

Comecei a preparar a comida em quantidades maiores, usava forminhas de gelo para congelar e na hora de servir, pegava uma “pedrinha” de cada alimento, descongelava (no microondas mesmo) e oferecia pra ele.

As coisas andaram bem até os nove meses. Nós enfrentávamos uma barra na amamentação (conto tudo no texto Desmame aos 9,5m) e ele parecia adivinhar ou na verdade, acho que sentia a minha ansiedade e simplesmente parou de comer, não aceitava absolutamente nada!!!

Tentei quase de tudo. A única coisa que não fiz foi a tal papinha daquelas que coloca tudo no liquidificador e bate. Nada! Ele não queria mais comer. Foi difícil, eu chorava, seio em frangalhos, mas, como desmamar se ele não estava comendo? Dentro do possível, fui me acalmando e percebendo que as coisas uma hora ou outra entrariam no eixo.

Desmamei-o aos 9,5m e ele voltou a comer, mas bem pouquinho. Com 10 meses, comecei a ficar preocupada novamente e pensava: “só faltam 2 meses pra ele aprender a comer!!!” A Dra. Kelly insistiu que a paciência e a consistência (oferecer os alimentos, em todas as refeições) era o segredo para criar o hábito e a vontade de se alimentar.

Por volta dos 11 meses “a chavinha virou” e ele passou a se interessar pelos alimentos, aumentou significativamente a quantidade de comida que ingeria por refeição, passou a experimentar novos sabores.

Seguimos bem, com um “lima nova” por aqui… quando tem dentes nascendo as quantidades diminuem um pouco, mas no restante do tempo, ele come super bem; ainda que não seja amigo íntimo dos alimentos crus nas refeições principais.

Desses 6 meses de Introdução alimentar, tirei uma lição: tudo, absolutamente TUDO, tem um tempo para acontecer! Seu bebê não precisa comer um “pf” na primeira semana; ele tem os 6 meses inteiros para aprender e pode ser ainda que, depois disso, ele não coma a quantidade que você imagina ser o ideal. Não se desespere. Uma coisa que uma pediatra me disse, me ajudou no processo para me acalmar: ninguém morre de fome porque quer.

Se você não oferece nenhuma outra opção (besteira) no lugar das refeições, confie que ele está ingerindo o suficiente para sobreviver!

 

 

 

 

Dani Prado, mãe do glutão Pedroca

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