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Meu filho é o meu milagre!

24 de dezembro de 2018

Eu pensei muito se deveria ou não escrever sobre isso, mas eu acredito que meu testemunho possa ajudar muita gente! NUNCA PERCA A FÉ! Independente de religião, o importante é amar a Deus e ao próximo, fazer o bem, ter fé!

 

Meu filho é o meu milagre!

A vida toda eu sonhei ser mãe! Mas, quase tive meu sonho destruído! Depois de muitas cólicas, muitos fluxos intensos, e a médica dizendo ser normal; em setembro de 2016 descobri um pólipo, como toda curiosa procurei no Google e dizia ser algo comum! Nessa época também perdi meu amado vôzinho, sofri bastante. Em retorno com minha médica, ela me informou que não fazia a retirada do pólipo e me encaminhou a um médico que só me atenderia em 11 de janeiro (dia do meu aniversário), mas eu não podia esperar. Tinha sangramentos cada vez mais intensos. Fiz uma postagem anônima no Grupo Geração Mãe buscando indicações de médicos que fizessem histeroscopia. A Dra. @cafecomocitocina indicou Dr. @josevitorzanardi. Tentei marcar consulta, mas, só para dezembro, de qualquer forma deixei marcado e expliquei a urgência. Um anjo chamado @darlimani conseguiu um encaixe para dias depois! Salvo engano me consultei com o Dr. no dia 27/10/16 e marcamos a histeroscopia para 30/11.

Literalmente comecei a “parir” o pólipo no dia 01/11. Fui para emergência e de lá tivemos que ir para o Centro Cirúrgico pois, sangrava demais! Devido aos sangramentos a anemia estava muito forte e quase precisei de transfusão de sangue. O pólipo já estava bem maior do que as medidas do ultrassom e foi para biópsia. Vinte dias depois peguei o resultado da biópsia. Mais uma vez olhei no Google: Adenossarcoma Mulleriano de baixo grau (um tipo raro de câncer). Fiquei assustada e parei de procurar. Levei ao Dr., ele me encaminhou para o Oncologista em Ribeirão e em consulta com o oncologista recebi a pior notícia a minha vida: vc vai ter que tirar o útero!

Na consulta, o oncologista queria que eu me decidisse logo pela retirada, pediu alguns exames, me falou sobre outras opções para ser mãe: adoção, barriga de aluguel. Aquilo me doeu muito. Fiz a histeroscopia que havia marcado antes de sair o pólipo e nela o material retirado não tinha nenhuma célula cancerígena. Fiz ressonância, tomografia, tudo constava normal. Mas por ser um tipo raro ninguém poderia me garantir que não tivesse mais células em mim e ele voltasse, então continuamos com a mesma indicação de retirada do útero. Eu chorava muito, o dia todo, mas em nenhum momento questionei a Deus porque estava acontecendo isso comigo. Graças a ele eu tinha muito apoio, meu esposo, minha família.

Eu SEMPRE tive uma família unida e amorosa e desde então nos unimos ainda mais. Minha mãe chegou a questionar o médico se ela poderia ser a barriga de aluguel, isso sem dúvida é um grande ato de amor! Eu pedi um tempo ao oncologista para pensar, encaminhamento para psicóloga e minha mãe sugeriu que buscássemos uma segunda opinião no Hospital do Câncer de Barretos.

Estávamos em dezembro, um mês de angústia e tristeza… A consulta em Barretos havia sido marcada para 07/02. Me restava esperar, rezar! Quando eu digo “tenha fé independente de religião”; cada um na sua fé rezava, orava por mim e todas foram muito bem vindas, porque cada um deve estar onde se sinta bem, onde encontre a paz, o amor do Senhor. Eu pensava se Maria aceitou que Deus fizesse sua vontade, quem era eu pra escolher alguma coisa e tentava me conformar! Pedia a Deus que se meu destino tivesse q ser assim, que eu tivesse forças e compreendesse. Tivemos as festas de final de ano, em janeiro meu aniversário e do esposo, e seguia firme em oração! A família dizia que era importante que eu fizesse a cirurgia porque prezavam pela minha vida. Meu esposo dizia que estava ao meu lado, o que eu decidisse, ele apoiaria.

Passamos assim dezembro e janeiro. Eu sempre tive a menstruação regulada, mas, por conta do pólipo, ficou bagunçada. Menstruei em janeiro e em fevereiro teria que ter menstruado no dia 1 e nada! Alguma coisa me dizia: faça um teste. Comprei o teste no final da tarde, dos mais baratinhos, assim que coloquei o palitinho no xixi apareceram dois risquinhos! Tremia toda, tava feliz e assustada! Minha consulta em Barretos era dali 4 dias, estava apreensiva.

Após fazer o teste e dar positivo, pedi para marido trazer o teste que marcava as semanas. Assim que ele chegou eu fiz, dizia: Grávida! 2 – 3 semanas

Não satisfeita, no dia seguinte, um sábado, fomos fazer um Beta, e o resultado confirmava! No dia da primeira consulta no Hospital do Câncer de Barretos levei meu Beta, toda a documentação, o material para análise e tudo mais. Lá me fizeram outro Beta e uma ultrassom transvaginal. O médico pouco falou, não mostrou nada, mas disse: dá pra ver o saco gestacional. Os médicos depois de todos os exames feitos disseram que a conduta seria a mesma do oncologista de Ribeirão por se tratar de algo raro e com pouca informação, porém, como eu estava grávida iríamos acompanhar. Voltei no oncologista de Ribeirão para avisar que estava grávida (aqui teve um episódio que me deixou muito chateada, mas, para evitar maiores problemas melhor esquecer).

Durante a gestação fazia acompanhamento pré natal em Ribeirão e oncológico em Barretos, todos os exames perfeitos, a saúde do meu filho perfeita, nada de sangramentos. Quando atingimos um tempo seguro de gestação fiz ressonância novamente. Com a Graça  de Deus e Nossa Senhora Aparecida estávamos muito bem!

Tive muita informação, preparação durante a gestação e apoio do meu esposo, queria muito um parto normal por todos os benefícios para nós dois, e se caso fosse necessária, a retirada do útero seria melhor após o  PN. Minha gestação foi perfeita até o finalzinho quando minha pressão começou a subir devido ao acidente de uma prima muito amada, minha princesa. Eu evitava olhar Facebook, saí do grupo da família porque qualquer notícia me deixava muito nervosa, até que veio a pior notícia de todas! Ela tinha partido desse mundo! Tão linda, tão nova, tão maravilhosa. Essa notícia me abalou muito e por orientação médica eu não fui me despedir e nem tinha coragem, nem forças. Minha pressão subiu mais, fiz acupuntura para tentar controlar e muito repouso pois não estava na hora do João Miguel nascer.

Com a pressão controlada, ainda não acreditava (aliás, ainda parece mentira) na morte da Bia, mas seguimos, porque Deus levou nosso anjo, mas estava me dando o meu príncipe. João Miguel nasceu dia 10/10, de parto normal (demorado, mas sem intercorrências), grande,  gordinho, super saudável. Meu presente de casamento, meu presente de Deus, minha melhor parte. Nasceu no tempo dele. Hoje eu me sinto realizada, faço acompanhamento no Hospital, ainda não foi descartada a retirada do útero, mas, como eu desejo ter outro filho estamos acompanhando.  

Se não for da vontade de Deus já sou imensamente grata pelo meu João Miguel. Ser mãe na real, dia a dia não é fácil, mas, tudo compensa quando você recebe um sorriso, um abraço do seu filho! Mãe dá a vida pelos filhos. João enche meus dias de amor, me dá um trabalho, mas um trabalho gostoso, dor na lombar por conta do peso, alguns dias não me deixa nem comer direito, mas tudo vale a pena! Tenham fé, no tempo de Deus as coisas acontecem! Eu tive o meu milagre!

 

Aline Filipin, mãe do João Miguel

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