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Meu menino chegou! (relato de parto – Dani Prado – Parte 3)

23 de julho de 2018

Ao entrar no centro cirúrgico, alguém colocou a mão em meu ombro e disse: oi Dani, sou Dr. Fulano de tal (que pena não ter gravado o nome dele), anestesista. Uma lágrima escorreu, e eu disse: Eu te amo!! E começamos a rir…

Veio outra contração, ele segurou em minha mão até ela passar. Dr. Luiz (meu obstetra) me pediu pra avisar assim que ela passasse, precisavam me transferir para a mesa de cirurgia; passou, me tranferiram, veio outra; desta vez a mão que segurei foi do enfermeiro. Esta passou, ele me deu a mão para que eu ficasse sentada, ele me disse que a anestesia seria aplicada, para que eu não me mexesse no momento da picada, veio outra contração, senti a agulhada, e foi como se eu enxergasse a dor se dissipando, como se fosse uma cena de matrix… que maravilha!!! Como algo pode mudar tão de repente? Eu amo os anestesistas do mundo todo, eu amo quem inventou aquele líquido rsrsrrs.

O Rudney chegou, sentou ao meu lado, o anestesista sentou do outro lado, me fez algumas perguntas, sobre como eu estava me sentindo, que não me recordo mais, mas, me lembro dele dizer ao Rudney, que se precisasse de apoio caso passesse mal, que podia contar com ele. Como lamento não lembrar o nome dele, que profissional maravilhoso!

O pediatra entrou e se apresentou: Olá, sou Dr. José Simon, vim recepcionar o seu filho!!! Meu Deus!!! Eu havia escolhido o nome dele na nominata do convênio, pela experiência. Tentei agendar uma consulta na gestação, para conhecê-lo, mas não havia conseguido e agora ele estava ali. Agradeci novamente a Deus.

Começou a cirurgia, ninguém ficou em silêncio, nenhuma luz foi apagada, não dimuíram o ar condicionado, mas naquele momento eu não precebi nada disso, nada disso fez diferença pra mim. Eu, só pensava que estava muito perto de conhecer o Pedro.

 

Ele nasceu, ás 19:59h do dia 23 de julho de 2017, foi colocado sobre mim e eu senti o melhor cheiro de toda a minha vida, jamais me esquecerei daquele momento.

Ele chorava quando chegou no meu colo, mas foi se acalmando…. o pediatra fez todos os procedimentos ali na sala, com o Rudney acompanhando tudo. Depois, levaram-no ao berçário, ele tomou as vacinas, não tomou banho, eu pedi que fosse assim e respeitaram isso. Eu fui para a recuperação, o anestesista passou por lá para saber como eu estava. O Dr. Luiz também foi lá e me disse: aproveita para dormir um pouco e descansar…. como assim? Eu não conseguiria dormir. Queria ver o Pedro, queria falar com o Rudney e aquela espera pareceu interminável, o Rudney passou por lá, mas eu não me lembro certinho da sequência das coisas… Até que uma enfermeira chegou, com o Pedro, enroladinho no lençol do Hospital (minha tia voltou pra casa com o nosso carro e as malas  ficaram no porta-malas). Ela colocou ele na maca, no meu colo, e me levaram ao quarto em que ficaríamos “hospedados”. Não dormi naquela noite, eu queria olhar pra ele o tempo todo, eu ainda não acreditava que era verdade. Ainda hoje, um ano depois, ás vezes me parece um sonho.

 

Eu tenho absoluta certeza que Deus foi extremamente generoso comigo e que jamais agradecerei o suficiente.

 

Dani Prado, 34 anos

Mãe em tempo integral do Pedro, vivendo a difícil, porém apaixonante tarefa de maternar.

Apaixonada por vê-lo crescendo e se desenvolvendo a cada dia.

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