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Preparação para o parto

12 de setembro de 2018

Assim que pegamos o beta, começamos a pensar sobre o parto. A princípio eu só queria agendar uma cesárea e não passar por nenhum sinal de trabalho de parto. Meu marido também pensava assim. Como minha sogra é instrumentadora cirúrgica, até pensamos que poderia ser um momento em família, com ela presente durante a operação. Eu lia sobre a gestação e sobre as rotinas com o recém nascido, mas, ler sobre o parto não era necessário, afinal a decisão estava tomada.

Em meados de novembro, com cerca de 3 meses de gravidez, uma amiga muito querida (que estava se preparando em Belo Horizonte para seu parto natural que aconteceria em dezembro) me lançou uma pergunta: posso te adicionar em alguns grupos do Facebook sobre parto natural? Minha resposta foi: até pode, mas vamos optar pela cesárea mesmo.

Entrei nos grupos, comecei a ler os relatos e de repente, um medo da episiotomia, da violência obstétrica (VO), de não esperar o tempo do meu bebê e de não ser respeitada começou a me dominar. Ok, se estivesse em BH eu saberia para onde correr, mas, eu tinha acabado de mudar para uma nova cidade e não tinha nenhuma referência sobre parto humanizado. Me senti perdida.

Com meu marido comecei a discutir as opções, a cesárea agendada tinha deixado de ser uma escolha, mas, um parto humanizado particular não “cabia” no nosso orçamento. Ao ler e estudar sobre o parto vimos o papel importante da Enfermeira Obstetra. Nosso plano era ficar em casa em trabalho de parto até o limite, e assim partir para um parto hospitalar no convênio com o plantonista, tentando reduzir o risco de VO. Plano escolhido, precisávamos achar a profissional.

Encontrei um grupo de parto humanizado nem Ribeirão, o qual fui seguindo e coletando informações. Eles pareciam ser bem como eu esperava de uma equipe assim. Decidi marcar uma consulta. A enfermeira que me atenderia estava de férias e marcou para algumas semanas depois, nosso encontro ocorreria em janeiro. Pelo whatsapp ela me passou o local e valor da consulta. Não perguntou nada, não informou nada.

Na mesma época uma paciente no consultório pergunta se eu gostaria de entrar em um grupo (nada menos que o “Mamães da Vida Real”, que deu origem ao blog), no qual fico sabendo sobre uma enfermeira obstetra. Opto por fazer contato com a Uyara e ela, ao invés de me responder apenas pelo whatsapp, pede para me ligar. Conversamos durante uns 20 minutos e ali já decido desmarcar a consulta com a outra profissional.

O primeiro encontro com a Uyara aconteceu em 19 de janeiro e durante quase duas horas fomos informados de todas as opções que tínhamos na cidade. Eu confessava os meus receios sobre a médica que me acompanhava no convênio e a Uy nos orientava a visitar a maternidade dele e nos abriu uma nova porta: o SUS.

O caminho do SUS inclui passar no posto de saúde e fazer um cadastro, ser encaminhada para o obstetra do serviço e torcer para ser direcionada ao hospital referência em parto humanizado na cidade: a UNAERP.

 

Tudo correndo bem, os ultra-sons mostrando a Raquel cefálica, minha saúde tranquila, fomos então encaminhados para o hospital por volta das 36 semanas. Essa consulta seria decisiva: ou nos apaixonaríamos pelo atendimento ou voltaríamos com a opção do convênio. Fomos atendidos por dois acadêmicos do 5º ano de medicina (que me avaliaram muito melhor que a médica do plano) e posteriormente pelo professor deles. No final da consulta eles perguntam: querem conhecer a maternidade? Olhos brilhando com o cuidado, fomos lá! A estrutura não diferia muito da do convênio: quartos duplos, permissão para acompanhante ficar o tempo todo, pré parto individual. A paz de Deus veio sobre o nosso coração e decidimos que seria ali mesmo.

As consultas eram semanais e bem detalhadas. Fiz as cardiotocografias que eram necessárias e também os ultrassons. Cada dúvida foi prontamente solucionada. Optamos por manter o acompanhamento no convênio pois se chegássemos à 41ª semana iríamos para uma cesárea agendada no hospital da rede. Mas, não foi preciso (risos)!

 

Carla Vaz de Lima, mãe da Raquel.

 

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