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Quando a ajuda que idealizamos não vem

20 de julho de 2018

Hoje venho desabafar sobre a maternidade no que diz respeito a ajuda ou favor, duas palavras tão próximas, mas que para mim tem sutis diferenças na execução.

Para mim, ajuda é quando uma pessoa quer de fato fazer algo por mim, da forma mais próxima de como eu faria.

Já o favor, ah o favor, entendo esse como quebrar um galho porque não tem outro jeito, sabe. Quando uma pessoa vem fazer algo por mim, porque realmente estou precisando e não tem outro jeito, então, ela pode vir de boa ou má vontade, e faz as coisas do jeito dela, sem se preocupar muito se irá me agradar.

Coloquei meu ponto de vista sobre essas duas palavras, mas agora, vou falar sobre uma terceira palavra: o compromisso.

Ah, o compromisso é aquele que a gente pode confiar de olhos fechados, faça chuva ou faça sol, a pessoa estará lá, para te estender um braço, dois e te deixar tranquila.

Nos tempos dos meus pais e avós, era comum a mulher que tivesse um filho pequeno ter ajuda. Me lembro de, quando era pequena, ver meus primos mais novos ficarem todos os dias na casa dos meus avós. Era comum esse tipo de ajuda ou compromisso.

Hoje em dia, tenho notado que nossos pais (os avôs dos nossos filhos) tem mais o que fazer do que ficar com os netos, no bom sentido, claro. E os netos, passam ser diversões corriqueiras, ninguém quer segurar a bomba de compromisso semanal ou diário com eles.

E tudo bem, acho lindo meu avô, com seus 90 anos, usar smartphone, ter facebook e trocar mensagens por whatsapp. Acho saudável minha mãe e sogra terem compromissos diários com hidroginástica, pilates, coral e outras atividades do dia a dia. Meu pai, depois de aposentar, encarar uma sala com jovens na faculdade e dar aula.

Isso tudo é muito legal, os mantém saudáveis e felizes, os fazem ter convívio social e serem donos de suas próprias vidas. Me arrisco até dizer que eles vivem mais e melhor por isso.

Você deve estar se perguntando aonde quero chegar com esse bla bla bla todo. É que tem horas que combinam uma coisa e fazem outra, o que é natural quando vemos de fora, mas para mim, que às vezes estou no olho do furacão, fico aflita em pensar em como farei para tocar a rotina quando cancelam comigo um compromisso, uma ajuda ou um favor.

E aí, cabe a mim, descascar os abacaxis que plantei… Dois abacaxis lindos, fofos, mas que quando estamos só nós três, tem dias que são tranquilos, e outros que tenho vontade de sair correndo, porque eles têm fome, eles têm sono e resistem até o último minuto do segundo tempo e eles têm crise (no meu caso, um no terrible two e a outra na crise da separação dos 8 meses).

Tatiana Moreno

Mãe em tempo integral do Alexandre e da Elis, apaixonada por aprender coisas novas!

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