BEBÊ GESTAÇĀO MATERNIDADE PARTO

Quando nasce um bebê

13 de julho de 2018

Em um passado não muito distante, quando eu recebia a notícia de que um bebê tinha nascido, eu pensava (ou falava) “Ahh, que legal!”. Zero emoção, continuava minha vida, e no máximo adicionava ao pensamento, a frase: “coitada dessa mãe, nunca mais vai dormir”.

Quanta diferença para os dias de hoje…

Quando alguém me diz que está grávida, eu já sei que primeiro preciso perguntar como a pessoa está se sentindo e só depois, dependendo da resposta é que vou parabenizá-la (ou não). Quando chega nas 37 semanas, já aviso: “calma, se for da turma do Pedro, ainda tem mais de um mês” (chata pra zaralho eu né kkkkk).

Mas nenhuma mudança se compara ao que eu sinto quando sei que a pessoa está na reta final. Quando eu falo que na gestação, os hormônios ficam sem chefe, não estou brincando, “o bagulho é sério mermão”, a gente se modifica, acho que em nível celular kkkkk (só pode).

A Raquelzinha, filha da Carla (nossa nutri querida), nasceu dia 18 de maio de 2018, mas ela vinha se anunciando há um tempinho já, nesse tempo eu fiquei numa ansiedade tão gostosa. Sempre que a Carla dava alguma notícia, eu fazia uma espécie de regressão ao final da minha própria gestação, pensava no que eu havia feito, no que havia comido, como me sentia.

E no dia 18, logo cedo, a Uyara nos disse: “Raquelzinha está chegando”. Me emocionei, deu um frio na barriga, eu sabia que dali a algum tempo, mais uma mulher passaria por aquele momento, desejado por nove meses, de conhecer sua cria, que momento é esse???? Palavras não são suficientes para descrevê-lo, existe um cheiro, que só quem é mãe já sentiu, que poderiam engarrafar (seria uma jóia), existe o som de um choro, existem lágrimas, sorrisos, tanta coisa misturada.

Existe vida, existe morte (sim, você mesma) morre e renasce, muito mais forte, muito mais mole, muito melhor, muito mais medrosa, muito mais culpada, muita mais sorridente, muito mais calma, muito mais tanta coisa.

E mais uma mensagem: “Nasceu!!”. Me arrepiei da cabeça aos pés!

Eu e Carla, nos conhecemos a pouco mais de 6 meses, mas, ter acompanhado a maior parte de sua gestação e ter ainda tão “quentes” as sensações da chegada do Pedro, fizeram com que eu me sentisse imensamente feliz com a chegada de mais uma princesa. Desconfio que eu vá sentir isso muitas vezes ainda. Será que a gente fica boba assim pra sempre? Ou quando os filhos chegam na adolescência isso passa? (Responderei daqui alguns anos rsrrs).

Passei o dia todo, babando na foto que a Carlinha nos mandou, tão lindas, mamãe e filhinha, com roupinhas combinando, se conhecendo, se reconhecendo uma na outra. Ahhh como é bom e como passa rápido. Parece que foi ontem, ou melhor, que foi hoje, embora tenha sido a quase um ano. Que bom reviver um pouco das sensações daquele dia…

Obrigada Carlinha.

Parabéns Carlinha. Saúde Raquelzinha e bem-vinda á este mundão.

 

Dani Prado, mãe do Pedro (11 meses) em tempo integral.

Em processo de cura física e emocional.

You Might Also Like...

No Comments

    Leave a Reply