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Eu não queria parir sozinha (relato de parto – Dani Prado – Parte 1)

21 de julho de 2018

Eu preciso avisar, desde o início, que o que vem a seguir, não é nenhuma história com acontecimentos surreais, com coisas inacreditáveis e mirabolantes; meu relato de parto é, possivelmente, muito parecido como seu, da sua vizinha ou da sua prima… Porém, emocionante, pois o resultado final, é o milagre da vida!

Tive uma gestação muito tranquila, com exceção de algumas dores no nervo ciático, mas, nada de extraordinário.

Não fui à emergência nenhuma vez e nem liguei para o médico fora do horário das consultas. Nunca vomitei e nem senti vontade de comer tijolo ralado.

A data prevista para o parto era 10 de julho de 2017. Meu sogro torcia para que o Pedro adiantasse e viesse dia 4, no dia de seu aniversário. Eu, por sua vez, torcia para que ele viesse quando estivesse pronto, de parto normal, natural e humanizado.

Não estava ansiosa, pois havia lido muito sobre gestação e parto e sabia que, quando chegasse a hora, o Pedro daria sinais ao meu corpo, avisando que queria vir.

Mas, meu marido trabalha em outra cidade durante quinze dias corridos e passa os outros quinze dias em casa. Quando chegamos ao mês de julho e ele voltou pra casa, algo mudou dentro de mim e eu comecei a torcer para que  o Pedro viesse o quanto antes, pois era primordial pra mim que o Rudney estivesse presente no momento do parto.

Primeira semana de folga e nada. As consultas ao obstetra passaram a ser semanais e meu obstetra dizia: vai demorar, não temos nenhum sinal.

E demorou… demorou…. Acabou a folga e eu estava desesperada. Não queria “parir sozinha”, não estava preparada para isso.

Durante minha última consulta com o obstetra, na quarta-feira dia 19 de julho, ele me deu o documento de internação para o dia 24, caso chegássemos até lá. Esse era o limite aceitável, pois teríamos completado 42 semanas de gestação. Ele também me informou que existia a possibilidade de indução medicamentosa. Quando ele me explicou qual era o procedimento, eu disse imediatamente que estava fora de cogitação.

Apesar de 41 semanas e 2 dias, Pedro não estava encaixado e eu não sentia nada de diferente além do peso da barriga que estava gigantesca.

Neste dia à tarde, fiz uma indução através de acupuntura, com a Nayara Serra, um amor de pessoa. Ela analisou meus chacras e disse que estavam super equilibrados (que bom), com exceção dos rins (normal né?).  

Quinta-feira e nada. Só as meninas do grupo perguntando se estava tudo bem, oferecendo ajuda, dando dicas…

Sexta-feira, e nada… só a família perguntando: “E aí? Já nasceu?” (Já, mas ainda (es)tá na barriga, por causa do frio!).

Sábado, aniversário do Pedrinho (meu primo de dois metros de altura) e a torcida se intensificou. Imaginem os dois: mesmo nome, mesmo dia, mas, nada…

Eu tinha enviado ao Rudney uma cópia do documento de internação para que ele tentasse ser liberado no domingo, pois estava em Vitória – ES, e o voo na segunda-feira chegaria aqui somente à tarde, então o ideal seria que ele viesse antes. Graças à Deus ele conseguiu, comprou a passagem para o primeiro voo do domingo, às 5:30h.

Minha ansiedade começou a aumentar, a emoção também, pois estava chegando a hora. De um jeito ou de outro em dois dias eu conheceria aquela pessoinha pela qual eu estava esperando a nove meses.

Pedi ao Rudney que me enviasse mensagem assim que embarcasse mas, eu acordei antes, com uma pontada no baixo ventre e, no momento em que acordei, pensei imediatamente: “Começou, é hoje!”

A mensagem do Rudney chegou e logo em seguida, meu coração disparou e eu agradeci a Deus.

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