MATERNIDADE

Sabor de infância

23 de janeiro de 2019

Hoje fiz bolo gelado, daqueles de coco que a gente embrulha no papel alumínio, sabe?

Teve bolo gelado no chá de bebê, no aniversário de 1 ano do Pedro e acho que vai ter em quase todas as festas que eu fizer durante a infância dele (tipo uva passa no Natal kkkkkkk).

Por que? Vou te contar…

Todas as vezes que eu como bolo gelado, sem exceção, me vem à mente uma festa surpresa que eu fui com a minha avó. Me lembro que as amigas se reuniram e levaram para a festa uma bacia com “bolo de maionese” (pra quem é dos anos 90, vou explicar: era um sanduíche de pão de forma com patê de legumes ou frango, montado em forma de pão inglês, em camadas) e outra de bolo gelado, além das bebidas. Não me lembro quem era a aniversariante, não me lembro quem eram as amigas, mas NUNCA mais me esqueci do gosto do bolo!

Hoje ele tem, pra mim, mais do que o sabor do coco com leite condensado (o que é delicioso), ele tem sabor de infância, assim como “quebra-queixo” que era vendido por um rapaz que carregava a bandeja na cabeça, o cavalete nos ombros e servia cada porção em um pedaço de papel, ou o “amendoim paulista” (paulista, porque era vendido na Bahia, aqui se chama amendoim doce), que era vendido em cones de folha sulfite…

Esses sabores me remetem à um tempo bom, me trazem felicidade e me fazem pensar sobre que tipo de experiência quero proporcionar ao meu filho para que ele tenha ótimas memórias de sua infância.

Gosto de cozinhar e adoro fazer bolinhos e vê-lo comendo com um sorrisinho no rosto. Adoro levá-lo a lugares onde ele se encanta e se diverte. Não precisa de muita coisa, basta um vento gostoso no rosto, uma banana, um ovo, uma colher de aveia, uma poça de água da chuva, um abraço apertado, uma musiquinha divertida.

Fica aqui um conselho: faça hoje, o que você gostaria de ouvir seu filho contando daqui a 10, 15, 20 anos…

 

Dani Prado, mãe do Pedro.

 

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