BEBÊ MAMÃES REAIS MATERNIDADE

Sobre irmãos

6 de junho de 2018

Quem me conhece sabe da minha relação com a minha irmã Fernanda. Eu a admiro sem medidas. Desde pequena eu tentava imitá-la (ok! Hoje entendi que somos diferentes e aceito muito bem isto) porque achava (e ainda acho) o máximo como ela lida com as pessoas e com os problemas (principalmente os problemas dos outros. Afffff! É uma ânsia de resolver a vida do outro que, por vezes, esquece da própria). Enfim, eu fugia da minha sala no parque porque eu queria ficar na sala dela. Se isto não resume nossa relação de irmãs para vocês, eu desisto hahahahha.

É claro que, por vezes, ela me disse que meus pais tinham me encontrado na lata do lixo e bla bla bla! Superei amigos! Mas, o que me incomoda de verdade são as pessoas que quando te veem com um filho já perguntam “e quando vem o próximo?”. A vontade que dá é de responder, “minha senhora, desculpa, isso aqui não é ponto de ônibus não. As coisas não funcionam dessa maneira”. Aí eu te pergunto “qual o sentido disso?”. Porque olha, se é para ser agradável, diga coisas agradáveis, do tipo “gente, que bebezinho mais bonitinho!” e, se não achar o bebezinho bonito diga ‘nada’! Nada! Apenas nada!

E quando a pessoa fala “quem tem um não tem nenhum”?! Manooooo, o que é isto? Como assim? Quer dizer então que, se tenho dois filhos, um pode morrer porque ok, tenho outro, coloco no lugar. É isso? Sem contar os que dizem “ai dois menininhos, agora tem que tentar uma menininha” ou o oposto.

Pessoal, pare! Simplesmente parem de ser tão chatos!

Ouço muito as pessoas me dizerem “mas, você se imagina sem a sua irmã?” Claro que não! Eu já a conheço há cerca de 35 anos, é óbvio que eu não me imagino sem ela. Agora vamos lá! Façamos um exercício. ‘Você se imagina sem um Porshe?’ É claro que sim! Até porque (no meu caso, pelo menos) eu nunca tive um Porshe. Se eu tivesse tido um Porshe, quem sabe eu poderia dizer assim “ahhh, me acostumei tanto a dirigir meu Porshe que agora vai ser difícil entrar nesse Uno Mille”. Concorda?

É muito simples. É uma questão de pensar na existência concreta de algo para que a ausência tenha significado. Se nunca existiu, é difícil fazer falta. Lembro-me de ter lido um livro chamado ‘A gente se acostuma a tudo’ de João Ubaldo Ribeiro que abordava, de modo irônico, a aceitação à qual nos submetemos ainda que saibamos que aquilo não é certo.

Penso que, se você quer dar irmãos para o seu filho pelo simples fato de que ‘é legal ter irmãos ou quem tem um não tem nenhum ou ainda ahhhh, mas precisa ter um companheirinho’, pense bem amigo. Filhos não são bens materiais que a gente coloca no canto da estante e vai dando uma polidinha de vez em quando; filhos são seres humanos e que precisam ser educados como tais: humanos!

É super lindo na teoria dizer que ‘coitadinho, precisa de um irmão ou que onde come um comem dois’. Espera lá! Hoc je em dia pagamos uma exorbitância em impostos e temos saúde e educação precárias. Quem tem dinheiro ainda consegue contar com planos de saúde (que também deixam a desejar) e escolas de ensino particular.

Pense amigo. Tudo é muito lindo na teoria mas, na prática, a menos que você tenha condições de prover o básico para o seu filho (e eu não falo só de amor não!), você estará sendo egoísta dando um irmão ao seu filho porque ‘ahhhh, precisa ter um irmão, né?’ Não! Precisa ter educação, atenção e, principalmente, empatia. Ensine o seu filho, ainda que seja um único a se colocar no lugar dos outros e valorizar cada esforço que você faz, diariamente, por ele. Eduque-o sem esperar que os outros façam isso por você.

Se eu me imagino sem minha irmã? Jamaaaaaaiiiiissss! E nem tentem tirá-la de mim! Agora, quando me perguntam se a BBUrsa terá irmãos, eu digo: “no momento não, ela já vale por 14 crianças juntas”. O silêncio sempre impera após essa resposta. Agora, se a pessoa a conhece, ela já nem faz esta pergunta hahahahaha.

 

Fabiana Paganini de Andrade, 35 anos, mãe da Ana Clara (BB Ursa) de 1 ano e 2 meses, professora apaixonada por ensino-aprendizagem.

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4 Comments

  • Reply
    Juliana
    7 de junho de 2018 at 21:05

    Fabi também sou fã dessa sua irmã viu rsrs

  • Reply
    Fernanda Fischer
    12 de junho de 2018 at 06:28

    Ter irmãos é tudo de bom! Quem os tem, sabe! Tive vários de mãe e pai e outros de tios. Tive os escolhidos por Deus para meu caminho… Se escolhermos a solidão, sozinho ficaremos. Se optarmos a andar juntos, acompanhados seguiremos. Bbursinha, inteligente que é, saberá disso!

    • Reply
      Fabiana Paganini de Andrade
      21 de junho de 2018 at 17:30

      Queria dar irmãos pra BBUrsa, masssssss, aiiiiiii que difícil que tem sido. Será que um dia melhora?

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