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To school or not to school?

27 de julho de 2018

Como a maioria já sabe, sou professora por opção e muito amor pela profissão. Desde que Ana Clara estava em
nossos pensamentos já dizíamos que quando tivéssemos um filho e a licença maternidade terminasse,
colocaríamos na escolinha. Colocar na escola ou não é uma visão muito particular e, particularmente, eu acho
muito importante para o desenvolvimento sócio cognitivo da criança assim como para a saúde mental da família.
Sou da opinião que, caso seja estritamente necessário, deixo para os avós cuidarem. Não acho que meu filho tenha
que ser responsabilidade dos meus pais para que a minha vida continue a ser como era antes. Tem aqueles que
dizem: “Mas ahhhh, os avós adoram!” M E N T I R A! E outra, já perguntaram na real se adoram mesmo? Já
chegaram e disseram: “Mãe, você gosta e quer ficar cuidando da Fulana das 13h às 18h enquanto eu trabalho?
Todos os dias? Enfim, este não é um problema meu, que fique claro!
Antes de a minha licença acabar, começamos a procurar escolinhas em que a Ana Clara pudesse ficar. Visitei
algumas e me apaixonei pelo berçário e pela metodologia de uma escola Montessoriana aqui em Ribeirão Preto.
Como professora, minha filha estar sendo cuidada em uma escola fazia toda a diferença do que estar sendo
cuidada em uma “casa que virou escola”.
O que já estava bom, ficou ainda mais perfeito quando, ao visitar a escola, descubro que a professora de Inglês do
estágio Infantil não mais fazia parte do grupo da escola e, a convite da coordenadora do Infantil assumo as aulas da
mesma. Ana Clara estudaria na escola que eu queria e eu ainda ganharia bolsa para que ela estudasse lá. Porém, o
plano inicial de que ela ficasse um único período na escola foi por água baixo, ela teria que ficar integralmente na
escola.
A vantagem é que eu a veria 3 vezes na semana que coincidem com os dias em que trabalho na escola. No início,
confesso que chorava todos os dias quando ia vê-la e pensava: “Que péssima mãe que sou! Coitadinha da criança.
Tem só 5 meses e meio e já fica o dia todo aqui”. Demorou a cair minha ficha. Procura pensar que ao chegar aos 12
anos, pré adolescência, ela me pediria para deixa-la na esquina da escola e nem me daria um beijo de ‘tchau’.
Brincadeiras à parte, procurava pensar que ela estava sendo bem cuidada (e sempre foi, de fato) e que eu a veria
no final do dia.
A evolução da Ana Clara foi significativa. Aos 7 meses já engatinhava, um dia antes de completar 1 ano, começou a
andar, pouco depois já fala “papai”, “mamãe”, “(c)adê?”, “apo” (água) e outras coisas mais. Não sei se é da
personalidade dela (acredito que um pouco seja sim) ou do fato de ser eu a mãe dela (e como toda mãe, achar que
minha filha é “esperta demais”), mas, ela é extremamente sociável. Não que se joga no braço dos outros (ainda
bem, né? Vai que alguém rouba ela), mas que sorri e fala “oi”.
E, para coroar, ela ajeita as cadeiras próximas à mesa, limpa o chão com o pano, come sozinha, ainda que derrube
quase tudo no chão, diz “sim” e “não” para o que quer e o que não quer, pede água, pede para ir colocar o sapato;
acho que, se pudesse, trocaria a própria fralda. Imagino que daqui a alguns dias pedirá para morar sozinha;.
Quando vamos tomar banho, ela senta, tira as meias, coloca dentro do sapatinho que estiver usando (Ahhh! E ama
um sapato! Like mother like daughter!), se esforça para tirar a blusa e a fralda, mas, ainda não consegue; quanto à
fralda, nem quero que aprenda tão cedo! Ultimamente, quando faz cocô, coloca a mão na fralda como quem se
sente incomodada. É batata! Vou verificar e é cocô.
Honestamente, não sei dizer se todos esses fatores são resultado de frequentar a escola, mas, sei que, muitos deles
são. Como mãe, sinto que seria incapaz de ensinar tudo isso a ela; até porque costumo dizer que hoje vou ao
trabalho para descansar, é óbvio que continuo indo trabalhar, mas, o trabalho se tornou um descanso. Bato palmas
para as mães que optaram por não mais trabalhar e que ficam com o filho o dia todo. Eu seria e sou incapaz!
Por isso que, na minha opinião, se eu tivesse outro filho (Não! Isto não vai acontecer) eu colocaria, novamente, na
escola. Mas, esta sou EU!

Fabiana Paganini de Andrade, 36 anos, apaixonada pela escolinha da filha BBUrsa

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