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Tv, Ipad e outros eletrônicos

12 de outubro de 2018

Quando descobrimos a gravidez, começamos a idealizar muitas coisas, não é mesmo? Primeiro nos dividimos se gostaríamos que fosse menino ou menina porque, no fundo, bem no fundo, todos temos uma preferência, mas, ser mãe nos invade de uma misto de racionalidade e emoção que, na verdade só queremos saúde e, se de brinde Ele nos coroar com a benção que desejamos, só nos resta dizer Amém!

Depois de voltarmos à realidade e enfim começarmos pensar no futuro que nos espera, planejamos! Planejamos o quarto, fazemos o enxoval e projetamos em nós mesmos a mãe que gostaríamos de ser e o cidadão que pretendemos formar.

Bem… eu acredito que todas nós, sem exceção, “nadamos de braçadas nos cuspes que jogamos pra cima”, seja porque criticamos algo que vimos nos filhos dos outros, seja porque projetamos em nós mesmas expectativas que não conseguimos cumprir porque dizemos, por exemplo, que nossos filhos jamais dormiriam em nossas camas e dormem, porque não iriam ingerir açúcar e ingerem, porque iriam comer todas as frutas e legumes que nós comemos e eles simplesmente trancam a boca e não há Cristo crucificado na Terra que o faça abrir. Enfim, ser mãe: só sendo para entender!

Mas o tema que eu gostaria de propor hoje se chama TECNOLOGIA. Você é a favor? Só vou te contar uma coisa: as crianças de hoje nascem com chip!

Brincadeiras à parte, e temendo que seja verdade, porque os olhinhos atentos deles brilham diante das telas, vou lhes relatar meu processo e progresso com a tecnologia dentro de casa e, atualmente com uma criança de 4 anos.

Eu, Fernanda, não sou muito ligada em tecnologias ultramodernas. É claro que tenho celular moderno, uso redes sociais, mas, não sou viciada em tecnologia. Posso passar um dia sem telefone e meses sem televisão. Sou professora de uma escola bem tecnológica e preciso aprender e vivenciar coisas novas, até porque o mercado os meus consumidores exigem isso.

Mas, vamos à criança de 4 anos. Uma bebezinha esperta, boazinha e calma, que tinha olhinhos espertos para a TV desde bem pequena, acredito que desde que conseguiu firmar o pescocinho e se sentar. Malu sempre gostou de televisão, assistia programas curtos, se apaixonou à primeira vista pela porquinha Peppa (E eu? Se eu gosto da Peppa? Eu a amo… e não me venha dizer que ela é uma porquinha mal educada porque na realidade ela é uma criança normal que está sendo educada… e até que ela é bem boazinha viu? Pré-conceito é tenso!), inclusive, sua primeira palavra foi Peppa. E, tirando o fato do desenho ser legal ou não, ele é muito bem pensado em termos de músicas, tempos e personagens, são curtos e adequados à idade. Depois vieram o Patati Patatá e a Galinha Pintadinha, Mundo Bita, Show da Luna, Miss Moon, Lelê e linguiça… e se eu for enumerar aqui os desenhos que já assisti vocês vão parar com o texto.

Ela se interessa muito fácil por computadores, iPads, calculadoras e tudo que é digital, gosta de coisas que tem botões, mas, eu não acho que isso seja dela; acho que é do mundo, ela se vira e descobre como funciona com apenas 4 anos.

Eu não a deixo exposta à TV o dia todo, até porque Malu vai para a escola na parte da manhã, chega pro almoço e sempre pede pra ver alguma coisa no iPad na hora do almoço, e aqui em casa essa é a meia hora permitida (depois mais meia hora no jantar), sempre foi nosso combinado porque tivemos uma introdução alimentar beeemmmmm complicada (tem 3 textos sobre isso aqui no blog – Leia Parte I, Parte II e Parte III). Depois disso ela brinca muito, sempre brincou (acompanhada e sozinha), ela se interessou muito pequenininha ainda por bonecas. Sua primeira bebezinha, uma bebê BabyAlive, é a filhinha dela até hoje: a bebê Sofia; todas as bonecas dela têm nomes e ela sabe quem é cada uma delas (tem 7 filhas no total e eu 7 netas), mas ela é bem eclética, gosta de legos, massinha, desenhar e escrever (copiar palavras, porque é claro que ela não escreve ainda), gosta de dançar e cantar (e essa parte devemos à televisão, mais especificamente ao Netflix, vou explicar!).

Há mais ou menos um ano, Malu começou se interessar por desenhos mais longos e resolvemos assistir um filme, Shrek e, por incrível que possa parecer, ela assistiu ele todinho, do começo ao fim, olhinhos brilhantes e atentos. Pensei comigo: “foi só hoje!” Pra minha surpresa no dia seguinte ela se lembrava de cenas e comentava o filme e ainda tentava cantar a música de encerramento. Pois bem, a partir desse não paramos mais, acredito que não sei dizer quantos filmes inteiros já assistimos e muitos mais de uma vez: Shrek todos, Toy Story todos, Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel (Enrolados), A Bailarina, Frozen, Big Hero, Pets, Princesinha Sofia, Minions, Monstros SA, Procurando Nemo, O Rei Leão, Madagascar todos, Ratatouile, O Gato de Botas, Megamente, Meu Malvado Favorito, Moana… e o mais interessante, os que assistimos mais ela sabe as sequências, as falas e as músicas.

E por que eu estou dizendo tudo isso? Pra que você, que talvez não goste de televisão como eu, que talvez não tenha tido a oportunidade de ver os clássicos filmes da Disney, que pense que seu filho ficará viciado em TV e só verá coisas ruins… que existe a parte boa, treina o cérebro, aprimora a linguagem, ensina novas palavras, novas músicas, desperta aptidões.

Malu se apaixonou pelo filme “A Bailarina”, tanto que está matriculada no Ballet há um mês e está amando. Pena que as aulas são apenas duas vezes na semana, porque ela me pergunta todos os dias (inclusive aos sábados e domingos): “mamãe hoje tem Ballet?”.

Repense! Pode ser o momento de vocês à sós, no aconchego!

Fernanda Paganini, formada em Química e Pedagogia, é a mãe da Maria Luiza (Malu) de 4 anos. Divide seu tempo entre as aulas no ensino médio e os cuidados com a filha.

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