CARREIRA FAMÍLIA MATERNIDADE

Volta ao trabalho

19 de novembro de 2018

O plano sempre foi: ter o bebê e voltar a trabalhar. A carreira na minha cabeça era importante assim como a família. Parar de trabalhar nunca foi uma opção.

Durante a gestação trabalhei viajando até o sétimo mês (mantive um consultório em Belo Horizonte) e permaneci atendendo em Ribeirão até quatro dias antes dela nascer. Após o nascimento eu retornaria em 60 dias aqui e voltaria pra Minas quando ela estivesse com cinco meses. BOBA EU NÉ, MORES? Eu chego a rir de mim mesma ao ler isso.

O parto veio, o primeiro mês foi intenso, mas tranquilo (leia-se: a Raquel dormia), mas o segundo: desesperador! Após o primeiro pico de crescimento ela virou outro bebê, só dormia no colo, no peito e sendo ninada. Acordava 5452465878 vezes durante a noite e demorava a dormir. A data do fim da licença começou a se aproximar e eu fui ficando ansiosa e preocupada, pois havia assumido compromisso com os pacientes (e eu detesto ter que desmarcar coisas). Avisei primeiro os que haviam ficado com retorno pendente e mantive a agenda fechada para novas consultas. Quando o segundo mês de vida da Quel foi terminando eu vi a luz no fim do túnel. Decidi comunicar os pacientes paulistas que estaria de volta no início de Agosto.

Fiz os primeiros atendimentos quando a Quel completou 75 dias de vida. Lembro que acordei e no meio da manhã já estava arrumada, com receio do bebê surpreender e eu atrasar. Saí de casa e deixei os cuidados por conta do marido (que é a pessoa que melhor cuida dela no mundo) e fui trabalhar. No caminho de ida um misto de euforia e ansiedade, parecia ser o primeiro atendimento da vida. No caminho de volta, a certeza de que amo a profissão que escolhi e que maravilha que ela me permite trabalhar um pouquinho e voltar correndo pra cuidar do meu bem mais precioso: minha família.

 

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